quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Ladeira abaixo



Dólar cai pelo terceiro dia seguido e volta a ficar abaixo de R$ 4

  • 14/01/2016 19h05
  • Brasília
Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil*








 A moeda norte-americana está no menor nível desde o último dia 5Arquivo/Agência Brasil





Pela segunda vez no ano, a moeda norte-americana fechou abaixo de R$ 4. O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (14) vendido a R$ 3,998, com recuo de R$ 0,013 (-0,31%). A divisa está no menor nível desde o último dia 5 (R$ 3,993). A bolsa de valores interrompeu uma sequência de seis dias de queda e voltou a subir.
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O dólar chegou a abrir em alta. Na máxima do dia, por volta das 9h30, chegou a encostar em R$ 4,04. A moeda oscilou no restante da manhã, mas passou a operar em queda no início da tarde. Na última hora de negociação, a cotação se estabilizou abaixo de R$ 4.

Na bolsa de valores, o dia foi de recuperação. O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, subiu 1,43% e fechou esta quinta em 39,5 mil pontos. Apesar da alta, o indicador continua próximo dos níveis registrados em março de 2009, no auge da crise provocada pelo estouro da bolha imobiliária nos Estados Unidos.

Os principais mercados financeiros do mundo tiveram um dia de desempenho positivo após a recuperação dos preços do petróleo. As cotações do barril do Texas, negociado em Nova York, e do barril do tipo Brent, negociado em Londres, subiram 2,3%, mantendo-se acima dos US$ 30.

A cotação do petróleo caiu nos últimos dias após a divulgação de dados que mostram a desaceleração da economia chinesa. A redução do crescimento da segunda maior economia do planeta reduz a demanda por matérias-primas como ferro, petróleo e soja. Essa movimentação prejudica países exportadores de commodities, bens primários com cotação internacional, como o Brasil.
* Com informações da Agência Lusa
Edição: Armando Cardoso

sábado, 26 de dezembro de 2015

O mercado na China

China: ações sobem em dia de pouco volume
Por CdB em dezembro 25, 2015





As ações chinesas tiveram ligeira alta, com o volume de negociações em Xangai em uma mínima de duas semanas devido ao feriado de Natal
Por Redação, com Reuters – de Pequim:

As ações chinesas tiveram ligeira alta nesta sexta-feira, com o volume de negociações em Xangai em uma mínima de duas semanas devido ao feriado de Natal em muitos centros globais, enquanto o índice japonês Nikkei terminou com queda.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,23 %, para 3.838 pontos. O índice de Xangai subiu 0,43 %, para 3.628 pontos.

Na semana, o CSI300 teve alta de 1,9 %, enquanto o SSEC subiu 1,4 %.

A maioria dos setores, incluindo bancário, telecomunicações e infraestrutura, tiveram alta leve, mas as ações de transportes terminaram a sessão em território negativo.
Já no Japão o índice Nikkei caiu 0,11 %, com o iene ligeiramente mais forte contendo o apetite por risco. Na semana, o Nikkei caiu 1,1 % e registrou a quarta perda semanal.



A maioria dos setores, incluindo bancário, telecomunicações e infraestrutura, tiveram alta leve

Em Tóquio, o índice Nikkei recuou 0,11 %, a 18.769 pontos.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng permaneceu fechado.
Em Xangai, o índice SSEC ganhou 0,43 %, a 3.628 pontos.
O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,23 %, a 3.838 pontos. Em Seul, o índice KOSPI não operou.
Em Taiwan, o índice Taiex registrou alta de 0,47 %, a 8.363 pontos.
Em Cingapura, o índice Straits Times valorizou-se 0,49 %, a 2.877 pontos.
Em Sydney o índice S&P/ASX 200 avançou 1,28 %, a 5.207 pontos.
 

sábado, 12 de dezembro de 2015

É um momento de assumir responsabilidades ainda maiores pelo Brasil.

Crise faz 13 estados e o DF estourarem limite de gastos com pessoal
  • 12/12/2015 11h16
  • Brasília
Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil






A crise econômica está tendo forte impacto sobre as contas das unidades da Federação. Com a arrecadação reduzida e atrelados a acordos de reajustes salariais, 13 estados e o Distrito Federal estão estourando os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal para as despesas com o funcionalismo local, segundo levantamento feito pela Agência Brasil com base em relatórios enviados pelos governos estaduais ao Tesouro Nacional.

A situação está mais crítica em Alagoas, no Distrito Federal, em Mato Grosso, na Paraíba, em Pernambuco, no Rio Grande do Norte e no Tocantins, que ultrapassaram o limite máximo de 49% da receita corrente líquida (RCL) nos gastos com o funcionalismo público até agosto, último dado disponível. Sete estados – Amazonas, Goiás, Minas Gerais, Pará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe – ultrapassaram o limite prudencial, 46,55% da RCL, e já sofrem algumas sanções.

Se for levado em conta o limite de alerta (44,10%), o número de unidades da Federação com altas despesas no funcionalismo público aumenta para 21, com a inclusão do Acre, Amapá, da Bahia, do Ceará,  Espírito Santo, Piauí e de São Paulo. O limite de alerta, no entanto, não implica sanções, apenas autoriza os tribunais de Contas estaduais e do DF a fazer uma advertência aos governadores.

Os estados que ultrapassam o limite prudencial sofrem restrições à concessão de reajustes (apenas os aumentos determinados por contratos e pela Justiça são autorizados), à contratação de pessoal (exceto reposição de funcionários na saúde, na educação e na segurança), ao pagamento de horas-extras e ficam proibidos de alterar estruturas de carreiras. Quem estoura o limite máximo, além das sanções anteriores, fica proibido de contrair financiamentos, de conseguir garantias de outras unidades da Federação para linhas de crédito e de obter transferências voluntárias.

Os números mostram a deterioração das contas estaduais nos últimos meses. Em dezembro de 2014, apenas Alagoas, a Paraíba, Sergipe e o Tocantins ultrapassavam o limite máximo. o Distrito Federal, Paraná, Rio Grande do Norte e Santa Catarina tinham estourado o limite prudencial. o Acre, Amapá, Amazonas, a Bahia, Goiás, Mato Grosso, o Pará, Pernambuco, o Piauí e Rio Grande do Sul estavam acima do limite de alerta. A maior alta ocorreu no Rio Grande do Norte, cujos gastos com o funcionalismo saltaram de 48,87% (acima do limite prudencial) no fim de 2014 para 54,17% (acima do limite máximo) em agosto deste ano.

No entanto, alguns estados conseguiram apresentar melhora em um ano de crise. Sergipe, que estava acima do limite máximo em agosto de 2014, conseguiu diminuir o peso dos gastos com os servidores, embora o estado ainda esteja acima do limite prudencial. O Rio de Janeiro conseguiu obter uma leve diminuição, de 33,31% para 33,27%. Apesar de continuar acima do limite máximo, Alagoas também conseguiu conter os gastos com o funcionalismo entre dezembro de 2014 e abril deste ano. O Tesouro Nacional ainda não homologou os dados do estado referentes a agosto.

O levantamento não incluiu Mato Grosso do Sul. Em dezembro do ano passado, o estado gastava 38,6% da RCL com o funcionalismo, bastante abaixo do limite de alerta. Embora o governo do estado tenha enviado os relatórios de Gestão Fiscal deste ano, os documentos não foram homologados pelo Tesouro até agora.



Edição: Carolina Pimentel

domingo, 22 de novembro de 2015

Bancos públicos que rendem

CEF tem lucro líquido de R$3 bi no 3º trimestre
Por CdB em novembro 20, 2015
Por Redação, com Reuters – de São Paulo:





A Caixa Econômica Federal apresentou lucro líquido de R$ 3 bilhões no terceiro trimestre, um aumento de 60% sobre o mesmo trimestre do ano passado, embora a inadimplência do maior banco hipotecário do país tenha aumentado significativamente em meio à recessão da economia brasileira.



A Caixa disse que o retorno sobre o patrimônio líquido médio nos últimos 12 meses atingiu 13,2% no final de setembro.

Em nota, a Caixa disse que o retorno sobre o patrimônio líquido médio nos últimos 12 meses atingiu 13,2% no final de setembro.
O índice de inadimplência acima de 90 dias foi de 3,26%, influenciado pelas operações comerciais a pessoa física e a micro e pequenas empresas, além da desaceleração da atividade econômica, acrescenta a nota. No trimestre anterior, o índice de inadimplência tinha sido de aproximadamente 2,9% da carteira de crédito.
A carteira de crédito ampla avançou 15,5% em 12 meses e 2,8% no trimestre, alcançando R$ 666,1 bilhões.

sábado, 14 de novembro de 2015

BNDES, um banco de fomento brasileiro

BNDES tem lucro de R$ 3,124 bilhões no terceiro trimestre de 2015

  • 13/11/2015 17h59
  • Rio de Janeiro
Cristina Indio do Brasil - Repórter Agência Brasil










O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou no terceiro trimestre do ano, lucro líquido de R$ 3,124 bilhões. O valor é 62% maior que o alcançado no mesmo período do ano passado, quando ficou em R$ 1,928 bilhão. De acordo com a instituição, o resultado reflete a melhora do resultado de intermediação financeira.

No acumulado entre janeiro e setembro, o BNDES teve lucro líquido de R$ 6,639 bilhões, resultado que significa queda de 10,3% na comparação aos nove meses de 2014, quando o lucro atingiu R$ 7,399 bilhões. Segundo o banco, a contração foi influenciada pelo resultado com participações societárias, após retração de R$ 5,4 bilhões se comparados os períodos, em razão, especialmente, da depreciação do mercado de capitais, classificada como forte pelo banco.

Em 30 de setembro, a rentabilidade sobre o patrimônio chegou a 15,45%. Na avaliação do BNDES, a qualidade da carteira de crédito precisa ser garantida, porque além de ser um banco público, o retorno das operações compõe o principal fundo para a concessão de novos financiamentos a projetos de investimentos.

Segundo o banco, o patrimônio líquido do Sistema BNDES em setembro de 2015 alcançou R$ 33,8 bilhões. Em dezembro de 2014 era R$ 30,7 bilhões. “O aumento do patrimônio líquido foi influenciado pelo resultado do período de R$ 6,6 bilhões, compensado pela perda no valor de mercado de participações societárias em empresas não coligadas [R$ 5,4 bilhões]”, explicou.

O retorno das operações do banco nos primeiros nove meses do ano representaram 95,8% dos recursos desembolsados no período. “O percentual de créditos renegociados foi apenas 1,88% da carteira total em 30 de setembro de 2015”, completou o BNDES.

O banco informou ainda que a redução expressiva do volume de dividendos pagos pelas empresas da carteira de participações societárias (R$ 2,347 bilhões) e o aumento na constituição de provisão para perdas no valor de R$ 2,794 bilhões, incluindo a queda do índice da Bolsa de Valores, contribuíram para o recuo do resultado com participações societárias, que atingiu R$ 5,450 bilhões. O BNDES acrescentou que o desempenho foi impactado por fatores alheios à gestão da instituição.

O banco destacou ainda o baixo percentual de inadimplência (0,02%). “Bem abaixo da média do Sistema Financeiro Nacional [SFN], de 3,1%, no período e que reflete a alta qualidade da carteira de crédito do banco”, indicou.

Na BNDES Participações (BNDESpar), o lucro no terceiro trimestre ficou em R$ 1,314 bilhão, bem acima do registrado no mesmo período no ano anterior, quando foi R$ 467,986 milhões. De janeiro a setembro, o resultado foi negativo em R$ 96 milhões, mas ainda assim, significou recuperação em relação ao prejuízo de R$ 1,410 bilhão dos primeiros seis meses do ano. Em 2014, nos primeiros nove meses do ano, a BNDESPar obteve lucro de R$ 2,616 bilhões.

Edição: Fábio Massalli

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Outro estudo serio laureado. Novel de Economia 2015.



Prémio Nobel da Economia 2015 vai para Angus Deaton, da Universidade de Princeton
12/10/2015, 12:03234 partilhas
A Academia Sueca decidiu entregar o Prémio Nobel da Economia a Angus Deaton, um escocês que tem cidadania norte-americana e britânica e que é professor da Universidade de Princeton, nos EUA.





















Princeton University
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O prémio Nobel das Ciências Económicas de 2015 foi entregue a Angus Deaton, um escocês que tem cidadania norte-americana e britânica e que é professor da Universidade de Princeton, nos EUA. O prémio foi entregue devido ao trabalho de pesquisa de Angus Deaton sobre os temas do “consumo, pobreza e prestações sociais”. 

O anúncio foi feito esta segunda-feira, 12 de outubro, pela Academia Real das Ciências da Suécia. O website da Universidade de Princeton disponibiliza, neste link, os principais artigos científicos de Angus Deaton. O académico tem 69 anos de idade e, ao longo da sua carreira, tem concentrado a sua pesquisa nos temas da saúde, bem-estar e desenvolvimento económico.

Numa crítica ao seu recente livro – “The Great Escape” –, o The New York Times escreveu que “a mensagem central de Deaton é profundamente otimista, quase gloriosamente otimista”.

A Academia Sueca quis premiar Deaton porque este “transformou os campos da microeconomia, macroeconomia e desenvolvimento económico”. O trabalho do professor de Princeton ajuda-nos a antecipar três questões cruciais: “Como é que os consumidores distribuem os seus gastos entre diferentes bens?”; “Quanto do rendimento das sociedades é gasto e quanto é poupado?; e “Qual é a melhor medida e a melhor forma de analisar as prestações sociais e a pobreza?”.

Angus Deaton, que se doutorou na Universidade de Cambridge, participou, via telefone, na conferência de imprensa em que foi anunciado o prémio. Foi convidado por uma jornalista a comentar a recente crise dos refugiados e disse que esta é o resultado das “barreiras” que existem entre o “mundo pobre e o mundo rico”, ao cabo de “séculos de desenvolvimento desigual”. “A redução da pobreza nos países pobres pode resolver o problema, ainda que não por muito tempo”, respondeu o académico.

Na resposta a outra pergunta, Angus Deaton disse acreditar que a pobreza extrema vai continuar a diminuir no mundo, mas asseverou que não quer ser “um otimista cego”. “Não estamos ainda fora de perigo. Para muitas pessoas no mundo, as coisas estão muito, muito más“, afirmou o académico nascido na Escócia.

Um escocês depois de um francês

No ano passado, em 2014, o Nobel da Economia foi entregue ao francês Jean Tirole, pela sua “análise do poder e da regulação dos mercados” onde existem poucas empresas em concorrência. A Academia Sueca afirmou, na altura, que o Professor da Universidade de Toulouse era “um dos economistas mais influentes do nosso tempo” que fez “contribuições teóricas importantes em várias áreas, mas acima de tudo ajudou a compreender e regular setores onde existem apenas algumas empresas poderosas”.

Já em 2013, os laureados tinham sido Eugene F. Fama, Lars Peter Hansen (dois Professores da Universidade de Chicago, nos EUA) e Robert Shiller, da Yale University, pela sua “análise empírica dos preços dos ativos”. O prémio Nobel das Ciências Económicas é entregue anualmente desde 1969, fazendo deste o 46º prémio. Nos primeiros 45 anos, o prémio foi dividido por duas pessoas em 17 ocasiões e seis vezes houve três laureados a partilhar a honra.

Segundo um conjunto de factos históricos reunidos pelo site oficial do Prémio Nobel, entre 1969 e 2012, a média de idades dos laureados com o Nobel da Economia foi de 67 anos. O premiado mais novo foi Kenneth J. Arrow, que tinha 51 anos quando recebeu o prémio em 1972, e o mais velho Leonid Hurwicz, que tinha 90 anos em 2007, ano em que foi laureado com o Prémio Nobel da Economia. A primeira mulher a receber o prémio foi Elinor Ostrom, em 2009.