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terça-feira, 11 de agosto de 2020

Economia Dólar fecha no maior nível em 45 dias com tensões entre EUA e China

 

Bolsa de valores subiu 0,65%, depois de alternar altas e baixas

Dólares - Moeda estrangeira 


 Num dia de agravamento das tensões entre Estados Unidos e China, o dólar voltou a subir e fechou no maior valor em 45 dias. O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (10) vendido a R$ 5,465, com alta de R$ 0,052 (+0,97%).

  Essa foi a quarta sessão seguida de alta da moeda. A cotação operou em baixa durante quase toda a manhã, mas reverteu a tendência e passou a subir durante a tarde, até encerrar próximo da máxima do dia. A divisa acumula alta de 36,18% em 2020.

 Maior parceiro comercial do Brasil, a China impôs hoje sanções a 11 cidadãos dos EUA, incluindo parlamentares do Partido Republicano, ao qual pertence o presidente Donald Trump. O país asiático retaliou sanções decretadas pelo governo norte-americano contra Hong Kong e autoridades chinesas acusadas de restringir liberdades políticas na ex-colônia britânica.

 Ruídos entre as duas maiores economias do mundo há tempos sacodem os mercados financeiros, à medida em que o embate comercial escala para questões geopolíticas. Todas as principais moedas da América Latina, grande fornecedora de matérias primas para a China, sofreram desvalorização nesta sessão.

Bolsa

  No mercado de ações, o dia também foi marcado por oscilações, mas terminou em ganhos. O índice Ibovespa, da B3 (a bolsa de valores brasileira), encerrou esta segunda-feira com alta de 0,65%, aos 103.444 pontos.

  No Brasil, o mercado financeiro aguarda a divulgação amanhã (11) da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). O documento vai indicar se a autoridade monetária pretende diminuir ainda mais a taxa Selic (juros básicos da economia), que foi reduzida para 2% ao ano na última semana.

* Com informações da Reuters

 

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Um sinal de melhora no Brasil



Ministro diz que economia teve sinais de melhora no primeiro trimestre
  • 05/05/2017
Yara Aquino - Repórter da Agência Brasil


O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse hoje (5) que a economia brasileira apresentou sinais de melhora no primeiro trimestre. Segundo ele, a indicação de recuperação é resultado de ações do governo e do empenho na aprovação de reformas como a da Previdência.

“Estamos num momento em que os dados têm mostrado que há o início da recuperação da economia brasileira no primeiro trimestre o que, a meu ver, é a resposta para o conjunto de ações e de políticas, de propostas de reforma que o governo tomou desde o início do mandato do presidente Michel Temer”, disse a jornalistas após o lançamento da plataforma digital GovData.

Questionado por jornalistas sobre a expectativa em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, do primeiro trimestre de 2017, o ministro disse que ainda não há uma projeção fechada, mas comentou que considera boas as perspectivas de crescimento feitas pelo mercado. “Tenho visto o mercado apontando algo em torno de 0,7% a 0,8% que me parecem projeções boas.”

Reforma da Previdência 

O ministro disse que o governo está confiante na aprovação da reforma da Previdência, em debate no Congresso Nacional. Na avaliação de Oliveira, as alterações feitas pela comissão especial da Câmara na proposta de reforma encaminhada pelo governo atenderam as principais demandas dos parlamentares.

A votação dos destaques da proposta de reforma na comissão especial da Câmara foi adiada para a próxima semana. Para o ministro, esse tempo extra vai permitir que os parlamentares conheçam em detalhes as alterações feitas.

“Estamos confiantes de que haverá aprovação ainda mais com esse tempo adicional que permitirá ao Congresso compreender melhor as alterações que foram feitas na proposta e a importância de se fazer essa reforma, a importância para demonstrar que o país tem estabilidade fiscal”, disse.

Edição: Valéria Aguiar
 
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Toda crise acaba, sempre



Por que a crise parece estar longe de acabar?
AlexKalina/Thinkstock 






 Nossa opinião é que precisamos trabalhar mais, nos valorizar e valorizar nosso país, sermos mais solidários e ter mais disposição para enfrentar a vida (Paulo)









 Sem dinheiro: o governo se vê forçado a cortar gastos e o Banco Central a manter juros altos
Irineu de Carvalho Filho, do Porque.com.br


São Paulo - O Banco Central (BC), em seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) para o mês de dezembro de 2015, não trouxe exatamente novidades. Como se tornou habitual, o índice apresentou queda em relação ao mês (de 0,5%) e ao ano (de 6,5%, uma enormidade) anteriores.

Esse índice foi desenhado como uma aproximação do PIB. Como o PIB oficial, por assim dizer, demora mais a ser publicado, podemos usar o IBC-Br como referência para projetar o PIB antes da divulgação.
Pois bem, o tal do IBC-BR indica que o PIB deve ter encolhido aproximadamente 4% ano passado.


Mas chega de números! O que isso significa?
Significa que 2015 foi um dos piores anos da história econômica republicana no Brasil. E, como 2016 não está começando bem, é muito provável que 2015/2016 seja o pior biênio da história econômica republicana no Brasil.

Vai haver aumento no desemprego, que deve passar de 12%, nível nunca dantes atingido pelas taxas de desemprego neste país. 

Muito analista, gente respeitada, já acha que podemos ver o desemprego passar desses 12%, com alguma margem antes do fim do ano.

E o que os economistas podem fazer para tirar o país desta zica?

Infelizmente, não há muito a se fazer.

Por que não?

Nos livros de economia, aprendemos que, durante uma recessão, um aumento dos gastos do governo (por exemplo, construir ligações de esgoto na periferia ou pavimentando estradas vicinais) reduz a profundidade do buraco em que a economia se meteu. 

Não é? E também aprendemos que reduções na taxa de juros podem estimular o consumidor a comprar no crediário ou o empresário a financiar a expansão de sua firma. Certo?

Mas, quando o Brasil estava vivendo a maré favorável de poucos anos atrás, nós não cortamos os gastos públicos. 

Deixamos a dívida pública se acumular. E a inflação também deixamos correr solta, acima da meta de inflação. Agora, quando a maré piorou, já não temos margem de manobra.

Com a dívida pública explodindo e os preços aumentando feito a Alemanha marcando gol no Mineirão, o governo se vê forçado a cortar gastos e o Banco Central a manter juros altos. Justo agora, que precisamos de estímulo.

Vamos então apertar os cintos e torcer para que o impacto não doa muito, já que o anestesista acabou de sair para tomar uma cachacinha.