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sexta-feira, 15 de junho de 2018

Variação cambial forte


BC anuncia mais US$ 10 bilhões para segurar volatilidade do dólar

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil Brasília





O Banco Central informou hoje (14) em nota que deve oferecer mais US$ 10 bilhões em contratos de swap cambial, equivalente à venda de dólares no mercado futuro, a partir da semana que vem. A medida busca injetar liquidez no mercado de câmbio para evitar a volatilidade da moeda norte-americana. Na cotação desta quinta-feira, o dólar fechou com alta de 2,5%, vendido a R$ 3,8119, o maior valor dos últimos 13 meses.

"Esse montante [US$ 10 bilhões] poderá ser ajustado para cima ou para baixo, dependendo das condições de mercado. O Banco Central reafirma que não vê restrições para que o estoque de swaps cambiais exceda consideravelmente os volumes máximos atingidos no passado", diz a nota.  

Além do aumento da taxa de juros do Banco Central dos Estados Unidos em 0,25%, anunciada ontem, notícias de que o Banco Central Europeu (BCE) encerrará seu programa de compras de títulos no fim do ano pressionou a alta do dólar.

"O BC continuará acompanhando as condições de mercado de câmbio e atuando para prover liquidez e contribuir para seu bom funcionamento", acrescenta o BC. Ainda segundo a nota, será mantida até amanhã a oferta de US$ 24,5 bilhões que havia sido anunciada pelo presidente da autarquia, ilan Goldfajn, na semana passada.

Entenda

Por meio das operações de swap cambial, o Banco Central vende contratos de venda futura da moeda norte-americana, mas sem transferir o recurso de fato. Ao fim do contrato, o BC garante ao investidor o pagamento da variação do dólar no período e o investidor restitui a variação da taxa de juros no período.

Se a taxa de juros for superior, o investidor embolsa os rendimentos. Se a moeda subir mais do que os juros no período, é o BC que sai ganhando. Esse contrato faz com que os investidores diminuam o apetite pela moeda norte-americana e o seu valor frente ao real seja reduzido no mercado de câmbio.

Edição: Denise Griesinger


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Ladeira abaixo



Dólar cai pelo terceiro dia seguido e volta a ficar abaixo de R$ 4

  • 14/01/2016 19h05
  • Brasília
Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil*








 A moeda norte-americana está no menor nível desde o último dia 5Arquivo/Agência Brasil





Pela segunda vez no ano, a moeda norte-americana fechou abaixo de R$ 4. O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (14) vendido a R$ 3,998, com recuo de R$ 0,013 (-0,31%). A divisa está no menor nível desde o último dia 5 (R$ 3,993). A bolsa de valores interrompeu uma sequência de seis dias de queda e voltou a subir.
Saiba Mais
O dólar chegou a abrir em alta. Na máxima do dia, por volta das 9h30, chegou a encostar em R$ 4,04. A moeda oscilou no restante da manhã, mas passou a operar em queda no início da tarde. Na última hora de negociação, a cotação se estabilizou abaixo de R$ 4.

Na bolsa de valores, o dia foi de recuperação. O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, subiu 1,43% e fechou esta quinta em 39,5 mil pontos. Apesar da alta, o indicador continua próximo dos níveis registrados em março de 2009, no auge da crise provocada pelo estouro da bolha imobiliária nos Estados Unidos.

Os principais mercados financeiros do mundo tiveram um dia de desempenho positivo após a recuperação dos preços do petróleo. As cotações do barril do Texas, negociado em Nova York, e do barril do tipo Brent, negociado em Londres, subiram 2,3%, mantendo-se acima dos US$ 30.

A cotação do petróleo caiu nos últimos dias após a divulgação de dados que mostram a desaceleração da economia chinesa. A redução do crescimento da segunda maior economia do planeta reduz a demanda por matérias-primas como ferro, petróleo e soja. Essa movimentação prejudica países exportadores de commodities, bens primários com cotação internacional, como o Brasil.
* Com informações da Agência Lusa
Edição: Armando Cardoso

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Crise economica e desvalorização do real



Diretor do BC diz que é preciso calma em momento de estresse no mercado
  • Brasília






Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil
O diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Luiz Awazu Pereira, disse que é preciso “calma e discernimento analítico”, em momento de estresse do mercado financeiro. “É necessário prosseguir nas políticas anunciadas, separar as causas da volatilidade, dar direção ao mercado e preservar sua funcionalidade”, ao divulgar o Relatório Trimestral de Inflação, do terceiro trimestre do ano.

Awazu destacou que ter calma não significa complacência ou “cegueira” e que é preciso discernimento para entender que os aumentos de prêmio de risco (retorno adicional que investidores recebem por aceitar risco) do Brasil são temporários. “O governo está resolutamente caminhando para que os efeitos de prêmios de riscos excessivos, que tem se manifestado recentemente, possam ser revertidos”, disse.

Ele enfatizou que a estratégia do BC é manter a taxa básica de juros, a Selic, no atual patamar de 14,25% ao ano e que o governo está agindo para dar sustentabilidade à dívida pública. O BC espera que o governo consiga atingir a meta de superávit primário, economia para o pagamento dos juros da dívida pública, de 0,15% do Produto Interno Bruto (IPB) neste ano e de 0,70%, em 2016.
O dólar e os juros futuros têm subido fortemente nos últimos dias, em momento de incertezas do mercado sobre o atingimento da meta de superávit primário.

No último dia 9, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) anunciou o rebaixamento da nota de crédito do Brasil de BBB- para BB+. Com a redução, o Brasil perdeu o grau de investimento conferido a países considerados bons pagadores e seguros para investimento estrangeiro. A agência retirou o grau de investimento após o governo apresentar o Orçamento para o próximo ano com déficit de R$ 30,5 bilhões. Posteriormente, o governo anunciou medidas para ampliar as receitas e atingir a meta de superávit primário do setor público de 0,7%, no próximo ano.

Sobre a inflação, Awazu disse que o objetivo do BC continua sendo atingir a meta de 4,5%, em 2016. Para ele, a trabalho desenvolvido pelo BC tem mostrado resultados positivos porque não haverá descontrole inflacionário em 2016. Awazu acrescentou que isso dá confiança aos cidadãos e empresários, mas não é suficiente.