quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Indices brasileiros preocupam



IPC-S tem alta de 1,8% na primeira prévia de fevereiro
  • 11/02/2016 09h22
  • São Paulo
Marli Moreira - Repórter da Agência Brasil





O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) apresentou alta de 1,8% na primeira prévia de fevereiro, indicando aumento no ritmo de elevação em relação ao fechamento de janeiro, quando a variação atingiu 1,78%.

Saiba Mais
A apuração feita pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) mostra que quatro dos oito grupos pesquisados tiveram acréscimos, com destaque para o de alimentação que passou de 2,25% para 2,45%. Entre os itens que mais subiram de preços estão os produtos derivados do leite, com aumento médio de 0,36% ante 0,16%.

Em transportes, a taxa aumentou de 2,08% para 2,25% sob influência do reajuste na tarifa de táxi (de -2,02% para 0,16%). No grupo saúde e cuidados pessoais, o índice apresentou elevação de 0,65%, acima da variação passada (0,59%) , puxado pelos artigos de higiene e cuidado pessoal (de -0,16% para 0,08%). Em vestuário, o IPC-S passou de 0,19% para 0,40%. Nesse caso, o reflexo da alta foram as roupas (de 0,11% para 0,30%).

Nos demais grupos ocorreram decréscimos: educação, leitura e recreação (de 5,08% para 4,23%); habitação (de 1,21% para 1,11%); despesas diversas (de 1,64% para 1,60%); e comunicação (de 0,72% para 0,69%).

Os itens que mais contribuíram para a alta do IPC-S foram: tomate (25,03%); curso de ensino superior (6,39%); curso de ensino fundamental (8,75%); tarifa de eletricidade residencial (1,71%). Os que mais ajudaram a conter o avanço foram: perfume (-1,05%); automóvel usado (-0,77%); vestido e saia (-0,70%); leite em pó (-1,07%) e sapato feminino (-0,79%).
Edição: Graça Adjuto

domingo, 24 de janeiro de 2016

Os protegidos bancos brasileiros



Conta Corrente sem cobrança de taxas é um direito garantido por Lei 


 Publicado por Jacira Brito


Não restam dúvidas de que possuir uma conta bancária tem se tornado uma das grandes necessidades nos dias atuais, seja para pessoa física ou jurídica.

Trabalhar com dinheiro em espécie está “fora de moda”. Muitas pessoas optam pelo cartão de crédito ou débito, talão de cheques, entre outros. Esse comportamento se deve, principalmente, à comodidade, praticidade e segurança.

Transportar dinheiro, ainda que em pequena quantia, representa um enorme risco, devido ao aumento da violência e da criminalidade no país.

O fato é que há um custo para manter uma conta corrente aberta, custo esse que, às vezes, é bastante elevado. São as chamadas taxas que os bancos costumam titular de “taxa de manutenção”. Quando na verdade, essas taxas se referem aos pacotes de serviços oferecidos pelos bancos, que levam em consideração o perfil de cada pessoa. 

Mas, esses pacotes de serviços não são obrigatórios.
O que poucos sabem é que todo cidadão brasileiro tem direito a possuir uma conta corrente livre de taxas. É isso mesmo, você não precisa pagar nada!

Esse é um direito garantido pela resolução nº 3.518/2007, em vigor desde 30 de abril de 2008 e atualizada pela Resolução nº 3.919/2010, do Banco Central do Brasil.

O artigo 2º da Resolução nº 3.919/2010 proíbe as instituições bancárias de cobrar tarifas pela prestação de serviços bancários essenciais a pessoas naturais, isto é, à pessoa física.

São considerados serviços essenciais um número limitado de transações que você tem direito a fazer no mês. Caso você ultrapasse esse limite, será cobrada uma tarifa à parte para cada serviço extra utilizado.

De acordo com a Resolução do Banco Central, esse tipo de conta corrente disponibiliza os seguintes serviços mensais:
  • Um extrato anual;
  • Dois extratos mensais contendo a movimentação dos últimos trinta dias;
  • Duas transferências de saldo entre contas do mesmo banco;
  • Quatro saques;
  • Dez folhas de cheques;
  • Fornecimento de cartão com função débito;
  • Compensação de cheques;
  • Consultas ilimitadas pelo Internet Banking.
Além disso, os bancos devem fornecer, gratuitamente, a segunda via do cartão de débito quando o atual estiver vencido ou próximo do vencimento. Nos casos de perda, roubo, furto, danificação e outros motivos não imputáveis à instituição emitente, os pedidos de reposição formulados pelo correntista serão tarifados.

Mas, atenção: Haverá uma resistência muito forte por parte dos bancos que, normalmente, não cumprem as normas impostas pelo Banco Central. Os bancos sempre irão insistir em vender seus pacotes de serviços caríssimos.

Se você vai abrir uma conta corrente ou apenas alterar o pacote de serviços tarifado para os serviços essenciais, demonstre que você conhece seus direitos.

Não se deixe intimidar pela insistência do atendente ou gerente que lhe oferecerá um pacote de serviços com tarifa. Se for necessário, leve o texto da Resolução impresso e garanta o seu direito de ter uma conta livre de taxas!
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Jusbrasil, Jacira Brito é Advogada, formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas).

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Ladeira abaixo



Dólar cai pelo terceiro dia seguido e volta a ficar abaixo de R$ 4

  • 14/01/2016 19h05
  • Brasília
Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil*








 A moeda norte-americana está no menor nível desde o último dia 5Arquivo/Agência Brasil





Pela segunda vez no ano, a moeda norte-americana fechou abaixo de R$ 4. O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (14) vendido a R$ 3,998, com recuo de R$ 0,013 (-0,31%). A divisa está no menor nível desde o último dia 5 (R$ 3,993). A bolsa de valores interrompeu uma sequência de seis dias de queda e voltou a subir.
Saiba Mais
O dólar chegou a abrir em alta. Na máxima do dia, por volta das 9h30, chegou a encostar em R$ 4,04. A moeda oscilou no restante da manhã, mas passou a operar em queda no início da tarde. Na última hora de negociação, a cotação se estabilizou abaixo de R$ 4.

Na bolsa de valores, o dia foi de recuperação. O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, subiu 1,43% e fechou esta quinta em 39,5 mil pontos. Apesar da alta, o indicador continua próximo dos níveis registrados em março de 2009, no auge da crise provocada pelo estouro da bolha imobiliária nos Estados Unidos.

Os principais mercados financeiros do mundo tiveram um dia de desempenho positivo após a recuperação dos preços do petróleo. As cotações do barril do Texas, negociado em Nova York, e do barril do tipo Brent, negociado em Londres, subiram 2,3%, mantendo-se acima dos US$ 30.

A cotação do petróleo caiu nos últimos dias após a divulgação de dados que mostram a desaceleração da economia chinesa. A redução do crescimento da segunda maior economia do planeta reduz a demanda por matérias-primas como ferro, petróleo e soja. Essa movimentação prejudica países exportadores de commodities, bens primários com cotação internacional, como o Brasil.
* Com informações da Agência Lusa
Edição: Armando Cardoso

sábado, 26 de dezembro de 2015

O mercado na China

China: ações sobem em dia de pouco volume
Por CdB em dezembro 25, 2015





As ações chinesas tiveram ligeira alta, com o volume de negociações em Xangai em uma mínima de duas semanas devido ao feriado de Natal
Por Redação, com Reuters – de Pequim:

As ações chinesas tiveram ligeira alta nesta sexta-feira, com o volume de negociações em Xangai em uma mínima de duas semanas devido ao feriado de Natal em muitos centros globais, enquanto o índice japonês Nikkei terminou com queda.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,23 %, para 3.838 pontos. O índice de Xangai subiu 0,43 %, para 3.628 pontos.

Na semana, o CSI300 teve alta de 1,9 %, enquanto o SSEC subiu 1,4 %.

A maioria dos setores, incluindo bancário, telecomunicações e infraestrutura, tiveram alta leve, mas as ações de transportes terminaram a sessão em território negativo.
Já no Japão o índice Nikkei caiu 0,11 %, com o iene ligeiramente mais forte contendo o apetite por risco. Na semana, o Nikkei caiu 1,1 % e registrou a quarta perda semanal.



A maioria dos setores, incluindo bancário, telecomunicações e infraestrutura, tiveram alta leve

Em Tóquio, o índice Nikkei recuou 0,11 %, a 18.769 pontos.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng permaneceu fechado.
Em Xangai, o índice SSEC ganhou 0,43 %, a 3.628 pontos.
O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,23 %, a 3.838 pontos. Em Seul, o índice KOSPI não operou.
Em Taiwan, o índice Taiex registrou alta de 0,47 %, a 8.363 pontos.
Em Cingapura, o índice Straits Times valorizou-se 0,49 %, a 2.877 pontos.
Em Sydney o índice S&P/ASX 200 avançou 1,28 %, a 5.207 pontos.
 

sábado, 12 de dezembro de 2015

É um momento de assumir responsabilidades ainda maiores pelo Brasil.

Crise faz 13 estados e o DF estourarem limite de gastos com pessoal
  • 12/12/2015 11h16
  • Brasília
Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil






A crise econômica está tendo forte impacto sobre as contas das unidades da Federação. Com a arrecadação reduzida e atrelados a acordos de reajustes salariais, 13 estados e o Distrito Federal estão estourando os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal para as despesas com o funcionalismo local, segundo levantamento feito pela Agência Brasil com base em relatórios enviados pelos governos estaduais ao Tesouro Nacional.

A situação está mais crítica em Alagoas, no Distrito Federal, em Mato Grosso, na Paraíba, em Pernambuco, no Rio Grande do Norte e no Tocantins, que ultrapassaram o limite máximo de 49% da receita corrente líquida (RCL) nos gastos com o funcionalismo público até agosto, último dado disponível. Sete estados – Amazonas, Goiás, Minas Gerais, Pará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe – ultrapassaram o limite prudencial, 46,55% da RCL, e já sofrem algumas sanções.

Se for levado em conta o limite de alerta (44,10%), o número de unidades da Federação com altas despesas no funcionalismo público aumenta para 21, com a inclusão do Acre, Amapá, da Bahia, do Ceará,  Espírito Santo, Piauí e de São Paulo. O limite de alerta, no entanto, não implica sanções, apenas autoriza os tribunais de Contas estaduais e do DF a fazer uma advertência aos governadores.

Os estados que ultrapassam o limite prudencial sofrem restrições à concessão de reajustes (apenas os aumentos determinados por contratos e pela Justiça são autorizados), à contratação de pessoal (exceto reposição de funcionários na saúde, na educação e na segurança), ao pagamento de horas-extras e ficam proibidos de alterar estruturas de carreiras. Quem estoura o limite máximo, além das sanções anteriores, fica proibido de contrair financiamentos, de conseguir garantias de outras unidades da Federação para linhas de crédito e de obter transferências voluntárias.

Os números mostram a deterioração das contas estaduais nos últimos meses. Em dezembro de 2014, apenas Alagoas, a Paraíba, Sergipe e o Tocantins ultrapassavam o limite máximo. o Distrito Federal, Paraná, Rio Grande do Norte e Santa Catarina tinham estourado o limite prudencial. o Acre, Amapá, Amazonas, a Bahia, Goiás, Mato Grosso, o Pará, Pernambuco, o Piauí e Rio Grande do Sul estavam acima do limite de alerta. A maior alta ocorreu no Rio Grande do Norte, cujos gastos com o funcionalismo saltaram de 48,87% (acima do limite prudencial) no fim de 2014 para 54,17% (acima do limite máximo) em agosto deste ano.

No entanto, alguns estados conseguiram apresentar melhora em um ano de crise. Sergipe, que estava acima do limite máximo em agosto de 2014, conseguiu diminuir o peso dos gastos com os servidores, embora o estado ainda esteja acima do limite prudencial. O Rio de Janeiro conseguiu obter uma leve diminuição, de 33,31% para 33,27%. Apesar de continuar acima do limite máximo, Alagoas também conseguiu conter os gastos com o funcionalismo entre dezembro de 2014 e abril deste ano. O Tesouro Nacional ainda não homologou os dados do estado referentes a agosto.

O levantamento não incluiu Mato Grosso do Sul. Em dezembro do ano passado, o estado gastava 38,6% da RCL com o funcionalismo, bastante abaixo do limite de alerta. Embora o governo do estado tenha enviado os relatórios de Gestão Fiscal deste ano, os documentos não foram homologados pelo Tesouro até agora.



Edição: Carolina Pimentel