segunda-feira, 8 de julho de 2019

Obra de Angra


Modelo para retomar obra de Angra 3 servirá para próximas usinas

Bento Albuquerque disse que modelo será definido ainda este mês
Publicado em 05/07/2019 - 16:02
Por Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro





Obras da Usina nuclear de Angra 3
O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, reafirmou hoje (5), que será definido ainda este mês o modelo de parceria com o setor privado que permitirá a retomada da construção da usina nuclear Angra 3. Ele acrescentou que o modelo será aproveitado na construção dos próximos projetos de usinas nucleares no país.
O planejamento energético brasileiro prevê a construção de mais 4 gigawatts de capacidade instalada para geração de energia elétrica por usinas nucleares, e esse montante pode, inclusive, aumentar na próxima revisão anual do planejamento, previsto para ser divulgado em 10 de dezembro.
"Acredito que o modelo que estamos em fase final de elaboração para a conclusão de Angra 3 será muito importante para, independentemente daquilo que o plano nacional de energia apontar, dar viabilidade de novas usinas nucleares para o país nos próximos anos", disse o ministro, em almoço com empresários na Associação Comercial do Rio de Janeiro.
Após a definição do modelo, o Ministério de Minas Energia prevê que o edital para encontrar um parceiro para Angra 3 será publicado até o fim do ano, de modo que a assinatura do contrato e a retomada das obras possa se dar no segundo semestre de 2020. Angra 3 deve começar a gerar energia em caráter de teste em 2025 e, em janeiro de 2026, começará sua operação comercial, quando de fato fornecerá energia elétrica ao Sistema Interligado Nacional.
Mais de 60% da Usina de Angra 3 já foi construída, a um custo de quase R$ 10 bilhões. Para concluir a obra, no entanto, faltam mais R$ 15 bilhões em investimentos, que devem vir do parceiro privado, que será selecionado a partir da definição do modelo. O valor pode variar de acordo com o câmbio, porque cerca de 30% dos investimentos são em moeda estrangeira.
A Eletronuclear calcula ainda que o custo de não concluir Angra 3 seria de mais de R$ 10 bilhões, contando o pagamento de financiamentos, encerramento de contratos e limpeza da área das obras.
Mineração de urânio
O governo avalia também a participação da iniciativa privada na mineração de urânio no Brasil. O ministro destacou que é preciso retomar a exploração desse minério no país, e a forma de reativar o setor está sendo estudada e deve ter resultados apresentados já nos próximos meses. A atuação da iniciativa privada, defendeu o ministro, deve se dar "de forma controlada e fiscalizada e em parceria com as Indústrias Nucleares do Brasil".
A produção de combustível para as usinas nucleares a partir do urânio, entretanto, vai continuar sendo monopólio da INB, conforme definido pela Constituição.
"Na questão de combustível propriamente dita, hoje a Indústrias Nucleares do Brasil perdeu ou está perdendo a sua capacidade de investimento. Por ser dependente e pelas contas públicas estarem da forma como se encontram, é impossível haver aportes de recursos para aqueles investimentos que a empresa tem no seu planejamento, inclusive para atender à necessidade total de Angra 1 e Angra 2".
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Edição: Fernando Fraga
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quarta-feira, 12 de junho de 2019

Indústrias


Custos da indústria caem 1% no primeiro trimestre, diz CNI
Publicado em 12/06/2019 - 11:01
Por Por Agência Brasil Brasília





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O indicador de custos industriais diminuiu 1% no primeiro trimestre deste ano em relação ao quarto trimestre de 2019, na série livre de influências sazonais. Foi a maior queda do indicador desde o segundo trimestre de 2016, informa o estudo divulgado hoje (13) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A queda no custo industrial foi puxada pela retração de 2,7% nos custos com bens intermediários nacionais e importados, usados na fabricação de outros produtos.
De acordo com a CNI, o custo com os bens intermediários domésticos caiu 2,5% no primeiro trimestre do ano frente ao quarto trimestre de 2019. No mesmo período, o custo com bens intermediários importados recuou 4% devido à valorização do real frente ao dólar. “Um dos grandes impulsionadores da queda dos custos foi o câmbio. A valorização do real no primeiro trimestre fez com que os produtos importados ficassem mais baratos e isso se refletiu nos preços dos produtos nacionais”, afirma o gerente-executivo de Pesquisas da CNI, Renato da Fonseca.
Segundo a CNI, os demais custos de produção da indústria aumentaram no primeiro trimestre na comparação com o quarto trimestre de 2018, na série livre de influências sazonais. O custo com energia subiu 1%, pressionado pelo aumento de 4,6% na energia elétrica. Foi a nona alta consecutiva do indicador. O custo com pessoal subiu 1%. Além disso, o custo tributário aumentou 3,3% e o de capital de giro subiu 2% no primeiro trimestre frente ao quarto trimestre de 2018, também na série livre de influências sazonais. A queda no Índice de Custos Industriais só ocorreu porque os custos com bens intermediários têm o maior peso na estrutura de custos da indústria.
De acordo com a CNI, o estudo mostra que, mesmo com a queda nos custos, a indústria brasileira perdeu competitividade e não conseguiu recompor as margens de lucro. No primeiro trimestre, os preços dos produtos manufaturados no mercado interno caíram 1,1%, acompanhando a retração dos custos. Além disso, os preços em reais dos produtos estrangeiros no mercado interno caíram 3,3% no primeiro trimestre frente ao quarto trimestre de 2018, superando com folga a queda dos custos. No mercado externo, os preços em reais dos produtos manufaturados no mercado dos Estados Unidos caíram 2,1%.
 Edição: Valéria Aguiar
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sábado, 25 de maio de 2019

Startups


Governo abre consulta pública sobre nova legislação para startups
Publicado em 24/05/2019 - 20:12
Por Jonas Valente – Repórter da Agência Brasil Brasília




O governo federal abriu consulta pública com o intuito de conhecer a opinião de interessados e receber sugestões para nova legislação voltada às startups – nome dado a pequenas empresas de tecnologia com viés inovador, que fornecem serviços à sociedade em diversas áreas.

O objetivo da consulta pública é subsidiar a elaboração de um novo marco legal para o setor, que abrange conjunto de normas formado não somente por uma lei ordinária, mas também por outras modalidades de regras, como decretos, portarias e instruções normativas que afetam o ambiente de negócios para essas firmas de tecnologia.

Um questionário foi criado para receber as contribuições dos cidadãos sobre a proposta em construção. A sondagem está acessível no site www.StartupPoint.gov.br. As sugestões podem ser enviadas até o dia 23 de junho.

O instrumento vai subsidiar a elaboração de normas. A primeira pergunta do questionário indaga sobre a necessidade de estabelecer definição na legislação para o termo “startup”. O texto da consulta lembra que há conceitos diversos, alguns focando o caráter inovador dessas companhias e outros destacando a emergência de novos modelos de negócio.

A consulta levanta opinião sobre que critérios caracterizariam uma startup, passando por número de funcionários, depósito de patentes, enquadramento societário, grau de uso de tecnologia, nível de ineditismo em modelos de negócios e comercialização de serviço inovador.

Ainda faz parte do conjunto de perguntas do questionário a indicação de quais benefícios tributários essas empresas deveriam possuir, bem como obrigações de investimentos. A consulta traz propostas de leis e outras normas sobre temas como responsabilidade solidária em caso de fechamento e instrumentos de fomento à Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação.

“A gente tem mais de 12 mil startups no Brasil. A ideia é remover barreiras e obstáculos e criar instrumentos que apoiem o desenvolvimento dessas startups”, explica o subsecretário de Inovação da Secretaria de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação da Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Igor Nazareth.

Segundo o subsecretário, após a conclusão da consulta, a equipe do ministério vai avaliar as contribuições. Ele espera um grande volume, uma vez que em dois dias já foram mais de 230 sugestões. “Uma vez que a gente tiver aí os instrumentos normativos, vamos fazer uma avaliação com outros órgãos de governo para depois enviar isso pro Congresso”.

A abertura da consulta foi decidida por subcomitê formado pelos ministérios da Economia e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), além de outros órgãos públicos, associações do setor e entidades da sociedade civil organizada, para discutir os desafios dessas firmas.
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Edição: Gilberto Costa

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Acidente em Prédio


Prefeitura vai demolir prédios na Muzema quando resgate acabar

Publicado em 16/04/2019 - 14:19
Por Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

Equipes que atuam na busca e resgate de pessoas após o desabamento dos dois prédios esta manhã na comunidade da Muzema, continuam as buscas. A Rioluz providenciou iluminação para que as atividades prossigam durante a noite.
Assim que acabar o trabalho de resgate nos escombros dos prédios que desabaram na Muzema, na zona oeste do Rio de Janeiro, na última sexta-feira (12), a prefeitura da cidade pretende demolir três prédios no condomínio Figueiras do Itanhangá. Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Habitação, serão demolidos "de imediato" os prédios ao lado da área do desabamento e o que fica logo acima deles.
Depois da derrubada, a secretaria informou que vai trabalhar para demolir todas as edificações irregulares no local, o que deve levar mais tempo, porque pode depender inclusive de decisões judiciais. Até o momento, são contabilizados 13 prédios total ou parcialmente interditados por apresentarem riscos estruturais.
A prefeitura disse que qualquer ação só ocorrerá após a conclusão das buscas do Corpo de Bombeiros, que trabalha ininterruptamente desde sexta-feira (12). Ao menos 16 pessoas morreram e nove ainda estão desaparecidas. Para que o salvamento pudesse ocorrer, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Habitação realizou o escoramento de prédios ao lado da área do desabamento, visando à segurança dos profissionais que atuam no local.
Desde o desabamento, a prefeitura informou que 60 famílias já foram atendidas pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, sendo 38 desalojadas e 14 desabrigadas. Não foi necessário acolhimento em abrigos porque as famílias desabrigadas foram para casas de parentes e amigos.
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Edição: Fernando Fraga
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terça-feira, 26 de março de 2019

Construção


Inflação da construção é de 0,19% em março
Publicado em 26/03/2019 - 08:42
Por Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

Rio de Janeiro - Devesa Civil afirmou que não há riscos nas estruturas dos prédios da rua onde calçada cedeu por conta das obras da construção da linha 4 do metrô, em Ipanema, zona sul do Rio.
O Índice Nacional de Custo da Construção–M (INCC-M), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), registrou inflação de 0,19% em março, a mesma de fevereiro. O índice acumula 0,79% no ano e 4,11% em 12 meses.
Em março, a taxa relativa a materiais e equipamentos ficou em 0,38% ante 0,23% do mês anterior.
A principal alta de preços foi observada nos revestimentos, louças e pisos (1,38%).
Já a taxa de serviços foi de 0,52% em março, abaixo do 0,86% de fevereiro. Os serviços pessoais tiveram inflação de 0,98% no mês.
Já o índice referente à mão de obra não variou em março. Em fevereiro, ele havia subido 0,05%.
Edição: Kleber Sampaio
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quarta-feira, 20 de março de 2019

Futebol Brasileiro


Marta defende esporte como ferramenta em busca da igualdade de gênero
Jogadora foi homenageada durante cerimônia do Comitê Olímpico
Publicado em 20/03/2019 - 09:20
Por Agência Brasil Brasília

A jogadora de futebol Marta (Marta Vieira da Silva), atacante eleita melhor do mundo seis vezes pela Fifa, é a primeira mulher a entrar para o Hall da Fama do estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.
A jogadora de futebol Marta Vieira da Silva, embaixadora das Nações Unidas da Boa Vontade de Mulheres e Meninas no esporte, participou de uma cerimônia organizada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), destinada a atletas femininas que se destacam neste universo. Ela ressaltou que o esporte é uma ferramenta eficiente para conquistar a igualdade de gênero.
“O esporte é uma ferramenta muito poderosa para alcançar a igualdade de gênero”, disse a jogadora. “No Brasil, meninas que passaram pelo programa One Win Leads Another, um programa conjunto entre a Organização das Nações Unidas (ONU) Mulheres e o COI, transformaram suas vidas e mudaram a realidade em torno delas. Temos histórias de meninas que completaram o programa e agora estão jogando em equipes profissionais. ”


Eleita seis vezes a melhor jogadora de futebol do mundo, Marta é uma das quatro embaixadoras do esporte na ONU em defesa da igualdade de gênero. Ela foi aplaudida pelos presentes. “Estamos globalmente comprometidos em alcançar a igualdade de gênero até 2030. Há muito a ser feito em tão pouco tempo”, afirmou a atleta.
Emocionada, Marta lembrou no seu discurso a origem humilde, em uma cidade com 11 mil habitantes, em Alagoas, e as dificuldades pelas quais passou. Ela ressaltou que a discriminação e a ausência de chances a incomodaram.
“Preconceito e falta de oportunidades me magoaram muitas vezes ao longo do caminho. Doeu quando os meninos não me deixaram jogar, doeu quando treinadores adultos de times adversários me tiraram de campeonatos porque eu era uma menina”, disse.
Edição: Valéria Aguiar

terça-feira, 12 de março de 2019

CONSUMIDOR


Inflação oficial sobe em fevereiro puxada por alimentação e educação
Publicado em 12/03/2019 - 09:12
Por Vitor Abdala - Repórter da Agencia Brasil Rio de Janeiro 





O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que calcula a inflação oficial do país, ficou em 0,43% em fevereiro deste ano. A taxa é superior ao 0,32% em janeiro, segundo dados divulgados hoje (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O IPCA acumula taxas de 0,75% no ano e de 3,89% em 12 meses, de acordo com o IBGE. A inflação acumulada em 12 meses ficou pouco abaixo da meta da inflação do governo federal, que é 4,25%.

A inflação de fevereiro foi puxada principalmente pelos alimentos, que tiveram inflação de 0,78% no mês, e pelos gastos com educação, que cresceram 3,56% no período.

Entre os responsáveis pela alta de preços do grupo alimentação estão o feijão-carioca (51,58%), a batata-inglesa (25,21%), as hortaliças (12,13%) e o leite longa vida (2,41%).

Os gastos com educação foram puxados pelos reajustes praticados no início do ano letivo. As mensalidades dos cursos regulares subiram, em média, 4,58% e foram o item individual que mais contribuiu para o resultado do IPCA em fevereiro.

Também registraram inflação os grupos habitação (0,38%), artigos de residência (0,2%), saúde e cuidados pessoais (0,49%) e despesas pessoais (0,18%). Os custos com comunicação permaneceram estáveis em relação a janeiro.Por outro lado, registraram deflação (queda de preços) os grupos vestuário (0,33%) e transportes (0,34%).
Edição: Valéria Aguiar